"Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.
Remar.
Re-amar.
Amar."
"O que te dizer? Que te amo, que te esperarei um dia na rodoviária, num aeroporto, que te acredito, que consegues mexer dentro de mim? É tão pouco. Não te preocupa. O que acontece é sempre natural - se a gente tiver que se encontrar, aqui ou na China, a gente se encontra. Penso em você principalmente como minha possibilidade de paz - a única que pintou até agora, nesta minha vida de retinas fatigadas. E te espero. E te curto todos os dias. E te gosto. Muito."

Não dizem por aí que o que é pra ser da gente é? Então pronto!




"Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias. Bem assim: que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo.Repito sete vezes para dar sorte: que seja doce, que seja doce, que seja doce, e assim por diante. Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce,talvez não saiba responder.Que seja doce o dia quando eu abrir as janelas e lembrar de você. Que sejam doces os finais de tarde, inclusive os de segunda feira - quando começa a contagem regressiva para o final de semana chegar. Que seja doce a espera pelas mensagens, ligações e recadinhos bonitinhos. Que seja doce o seu cheiro. Que seja doce o seu jeito, seus olhares, seu receio. Que seja doce a leveza que eu sentirei ao seu lado. Que seja doce a ausência do meu medo. Que seja doce o seu abraço. Que seja doce o modo como você irá segurar na minha mão.Que seja doce. Que sejamos doces. E seremos, eu sei."

Caio F. Abreu

Ele e Eu


Um quer compromisso sério, para o outro, amar já é sério o suficiente.Um quer seguir a vida, o outro larga tudo pra seguir com ele. Um quer ter mais filhos, o outro nem em sonhos. Um precisa de informação, cinema, teatro, gente, o outro quer uma casinha no meio do mato.Um acha que dormir é importante também, o outro valoriza a transa antes de tudo. 
Ao menos os dois gostam de música.
 Um quer incluí-lo em seu amplo universo, o outro quer se sentir o centro de tudo. Um aceita a solidão, o outro quer fugir da solidão. Um não quer falar das suas dores, o outro pergunta demais. Um silencia por amor, o outro briga por amor.
Os dois se amam, isso nem se discute.
 Um precisa conhecer o mundo, o outro traz um mundo em si. Um é doce para despistar a secura, o outro disfarça brutalidade com romantismo. Um se contenta com o mínimo essencial, enquanto o outro quer muito de tudo.Um quer que lhe esqueçam por alguns instantes, o outro precisa de atenção vinte e quatro horas. Um gostaria de dormir um pouco mais, o outro quer aproveitar cada réstia de sol. Um gostaria de saber o que não sabe, o outro queria desaprender metade do que a vida lhe ensinou. Um chora, o outro precisa berrar.Um se fecha. O outro quer ir embora, e ao mesmo tempo não; porque quer liberdade, mas a dois.
Um mergulha sozinho na dor, o outro se vai e deita em todas as camas, sofrendo.
A vida foi dura com eles? Ou foram as circunstâncias? Foi culpa deles?
...mas o destino há de juntar os dois um dia.






Cheguei à conclusão de que nosso cérebro (ou seria o coração?) é como uma máquina de fazer algodão doce. Cada sonho é como se fosse um novo algodão doce fabricado... Sim, porque sonhos são feitos de açúcar como os algodões doces.
Os mais difíceis são como aqueles dentro do saquinho pra vender... Temos que pagar por eles e nos esforçar um pouquinho para abrir o saquinho para então, senti-los virar açúcar derretendo na boca.
E você também pode colorir da cor que quiser, mas com certeza, os mais gostosos são os cor de rosa, não sei bem porque, mas deve ser porque rosa é a cor do amor! 

Quinta, 03 de Março de 2011